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Portada  | Entrevistas | Guido Mantega, presidente de BNDES, Brasil
ENTREVISTA A GUIDO MANTEGA, PRESIDENTE DE BNDES, BRASIL
"Os empresários voltaram a apostar no futuro"

Entrevista por: Leonardo Attuch en la Revista Dinheiro.
Fecha: 18/09/2005

Na tarde da terça-feira 6, o economista Guido Mantega, presidente do BNDES, estava eufórico. Na véspera do feriado da Pátria, ele acabara de saber que, entre janeiro e agosto deste ano, os empréstimos para a indústria cresceram 52% em relação a 2004. “Os empresários voltaram a apostar no futuro”, disse à DINHEIRO. “E, desta vez, o crescimento não é mais um mero vôo de galinha”.

Fase 1 da expansão: “Os empresários estão trocando o maquinário; depois, virão novas fábricas".

DINHEIRO – Os dados do IBGE revelam que o investimento vem crescendo duas vezes mais do que a atividade econômica. Isso o surpreende?
GUIDO MANTEGA – Não, porque os nossos financiamentos já captam esse fenômeno. Nós, no BNDES, temos o maior banco de dados do investimento no País e nele percebemos uma clara aceleração dos projetos empresariais. O nível de investimentos estava em 17,8% do PIB no início do governo, já passou dos 20% e fechará o ano em 21%. É isso que vai fazer o Brasil crescer 4% ou 5% ao ano.

DINHEIRO – Por que os empresários estão dispostos a investir num ambiente de juros tão elevados?
MANTEGA – A resposta passa pelos fundamentos da economia, que nunca estiveram tão sólidos. Na história recente do País, jamais tivemos uma combinação tão boa de inflação baixa, contas externas com superávit e contas públicas em ordem. Em outros períodos de crescimento, talvez tenhamos tido uma ou duas dessas condições. As três juntas, é a primeira vez. É por isso que estamos entrando num verdadeiro ciclo de crescimento e já não há quem fale em vôo de galinha. Se o empresário percebesse o momento atual como vôo de galinha, não estaria investindo.

DINHEIRO – Mas e os juros?
MANTEGA – A questão é que os investimentos, em sua grande maioria, não estão sujeitos à taxa Selic, do Banco Central. Hoje, 50% do crédito no Brasil é direcionado. Isso significa que o dinheiro tomado pelo empresário que investe tem taxas que vão desde 6%, no crédito agrícola, a 15%. O BNDES capta seus recursos pela TJLP, que está em 9,75% ao ano, coloca uma margem e empresta a taxas entre 13% e 15%. Além disso, há um bom prazo de carência, ou seja, o empreendedor paga depois que implantou o projeto. O empresário brasileiro não paga a Selic do Banco Central.

DINHEIRO – Essa taxa então pune apenas o setor público?
MANTEGA – De fato, gastar R$ 140 bilhões por ano com o pagamento de juros não é nada confortável.

DINHEIRO – Mas onde estão os investimentos privados, se não há muitos anúncios de novas fábricas?
MANTEGA – O dado mais relevante neste momento diz respeito aos financiamentos para a compra de bens de capital, que têm crescido de forma espantosa no BNDES. Isso mostra que o empresário está se modernizando. Muitas vezes, ele nem monta uma nova fábrica. Mas troca todo o maquinário antigo e amplia a produção em 40% ou 50%. Este é apenas o início de um novo ciclo.

DINHEIRO – E o que vem depois?
MANTEGA – O primeiro movimento do empresário é maximizar a produção dentro das instalações já existentes. Em seguida, virão os anúncios de novas fábricas. Pode ter certeza: isso virá. Nossos financiamentos para a indústria, entre janeiro e agosto, já cresceram 52% neste ano e chegaram a R$ 13,7 bilhões. Não é pouca coisa. E isso é só financiamento do BNDES. Nada impede que as empresas estejam se financiando com recursos próprios. Até porque elas estão lucrando muito e aquelas que tinham endividamento em dólar já foram saneadas.

DINHEIRO – A expansão do crédito está restrita ao BNDES?
MANTEGA – Não. Uma outra força dinâmica desse ciclo de expansão da economia é a revolução do crédito. Os empréstimos consignados, por exemplo, já injetaram R$ 13 bilhões na economia. O crédito habitacional também tem outros R$ 13 bilhões. Houve ainda uma expansão formidável da bancarização. Instituições como Banco Postal, Banco do Brasil e Caixa Econômica já criaram quase 10 milhões de novas contas. É um Chile.<

DINHEIRO – Quanto o BNDES já liberou em financiamentos em 2005?
MANTEGA – Até agora, foram R$ 28,8 bilhões e vamos fechar o ano com algo ao redor de R$ 50 bilhões.

DINHEIRO – Em novembro passado, quando o sr. assumiu o cargo, a meta não era chegar a R$ 60 bilhões?
MANTEGA – Não será necessário atingi-la. Em 2004, emprestamos R$ 39 bilhões. Isso mostra, portanto, que já estamos crescendo muito em 2005.

DINHEIRO – Mas por que não cumprir a meta de R$ 60 bilhões?
MANTEGA – Nossa missão é subsidiar o crescimento, viabilizando o crédito necessário para isso. Só não vamos emprestar mais por falta de demanda, e não falta de oferta. Alguns setores estão demandando menos crédito.

DINHEIRO – Que setores?
MANTEGA – O agropecuário é um deles. A safra deste ano foi pior e, em razão disso, a demanda por empréstimos caiu 37% de janeiro a agosto.

DINHEIRO – O professor Carlos Lessa, seu antecessor, era criticado em razão da suposta falta de agilidade na liberação de recursos. Havia isso?
MANTEGA – Como professor de escolas de administração durante muitos anos, eu parto do princípio de que qualquer organização pode ser melhorada. Fizemos um levantamento e constatamos que, nos primeiros seis meses deste ano, houve uma redução de 40% no tempo de tramitação dos pedidos de empréstimos

DINHEIRO – Qual é o tempo médio para levantar recursos?
MANTEGA – Depende do tipo de operação. Aquelas mais complexas podem demorar de seis a oito meses. Outras, mais simples, resolvem-se em quinze dias.

DINHEIRO – Essa rapidez traz riscos para o banco?
MANTEGA – Isso está ocorrendo sem comprometer um milímetro da solidez do banco. Os procedimentos são seguros, até porque temos que seguir padrões do Banco Central. Todas as empresas com as quais trabalhamos têm de apresentar garantias sólidas. Nossa inadimplência no balancete de seis meses foi de 0,56%. É abaixo do padrão do mercado privado.

DINHEIRO – No governo tucano, dois ex-presidentes do BNDES, o Francisco Gros e o Eleazar de Carvalho, deram ao banco uma feição de mercado. O Lessa deu uma cara mais estadista. Como é o BNDES de Guido Mantega?
MANTEGA – O Gros desestruturou o banco e fechou a área de mercado de capitais. Não sei qual era a idéia. Talvez fosse deixar isso para o setor privado. Eu fiz questão de retomá-la

DINHEIRO – Houve mais mudanças?
MANTEGA – Fiz questão de trazer o Antônio Barros de Castro, que já foi presidente do BNDES e é um dos maiores estudiosos do desenvolvimento do País. Trouxe o Demian Fiocca, que foi economista-chefe do HSBC, mas é keynesiano. Veio o Carlos Kawall, que foi do Citibank, mas não por isso. Ele foi da Cesp, do Banespa e tem ainda doutorado na Unicamp.

DINHEIRO – O sr. trouxe keynesianos que sabem fazer conta?<
MANTEGA – É mais que isso. Trouxe pessoas com visão do desenvolvimento e que conhecem todos os instrumentos financeiros modernos. Isso aqui não é um banco comercial. As pessoas têm que ter a cultura desenvolvimentista e têm que acreditar na ação do Estado.

DINHEIRO – Ao contrário do Lessa, o sr. evitou tecer críticas à política econômica. Por que esse silêncio?
MANTEGA – Mas quem disse que o papel do BNDES é criticar? Ele tem que estar sintonizado com a política do governo. Até porque é um dos principais instrumentos de execução da política.

DINHEIRO – Para muita gente, persiste a impressão de que no BNDES só entra grande empresário. Procede?
MANTEGA – Não. No início deste governo, o volume de recursos tomados por empresas consideradas pequenas ou médias representava 15% do total. Isso hoje está em 30%. Além disso, estamos lançando fundos de private equity, que irão financiar empresas emergentes. Já reservamos R$ 260 milhões, para a primeira fase. Vamos apoiar as empresas e um dia, quem sabe, levá-las para a Bolsa de Valores.

DINHEIRO – A idéia é disseminar uma cultura de mercado acionário?
MANTEGA – Claro. E o melhor exemplo é o PIBB, um fundo de índice de ações administrado pelo BNDES, cujo objetivo é atrair milhares de pequenos investidores para o mercado. A primeira tranche desse fundo rendeu 40%. Tem algum fundo que dê isso? É o único fundo de renda variável com garantia contra perda de capital em investimentos até R$ 50 mil.

DINHEIRO – Por que, nesse ciclo de investimentos, o gasto público é tão pequeno?
MANTEGA – Porque o mundo mudou. Aquilo que havia no passado, com o Estado investindo 3% do PIB em infra-estrutura, não haverá mais. O papel do Estado é criar condições institucionais para que os projetos empresariais saiam do papel. Estamos fazendo isso no setor elétrico, onde o governo passado fracassou redondamente. E hoje o BNDES também está financiando projetos estruturantes.

DINHEIRO – Quais são eles?
MANTEGA – Há alguns no setor ferroviário. Nós participamos da reestruturação da Brasil Ferrovias, vamos financiar a Norte-Sul, que será uma Parceria Público-Privada, e também a Transnordestina.

DINHEIRO – A lentidão na regulamentação das PPPs, idéia lançada pelo sr., não o deixa frustrado?
MANTEGA – Não. No Brasil, a regulamentação está ocorrendo numa velocidade natural e mais ágil até do que ocorreu em outros países. Na Inglaterra, por exemplo, levou-se um ano e oito meses entre a lei e a primeira licitação. Aqui será mais rápido.

Septiembre 2005

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